Encontro Online Sobre
Significado Esotérico de Angkor WatJunte-se a nós para um evento online entre os dias…
11 a 13 de maio de 2026
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11 e 13 de maio de 2026
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Para participar ou obter mais informações, entre em contato pelo nosso WhatsApp ou e-mail:
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As sessões terão início às 20:00 horas, com duração de 1 hora, e serão concluídas com exercícios práticos, cujas observações formarão a base para a exploração do dia seguinte. O encontro terá um custo simbólico e as sessões serão gravadas para os participantes inscritos.
PRIMEIRO DIA: O GRANDE LIVRO DE ANGKOR WAT
Os templos das grandes religiões que chegaram até nós são como livros, muitos dos quais carregam, por trás das histórias e mitos, um significado esotérico, ou seja, são instruções para aqueles que trilham o caminho do autodesenvolvimento.
Angkor Wat, localizado em Siem Reap, no Camboja, impressiona por sua magnitude. É um dos maiores templos já construídos e possui uma das maiores áreas de extensão. Podemos vê-lo como um grande livro a céu aberto, o qual, contudo, exige uma chave capaz de traduzir seu significado.
Naile, Anselmo e Samaia em Angkor Wat, em 2022
Neste primeiro dia, exploraremos alguns “capítulos” de Angkor Wat: a disposição em quadrados concêntricos, as quatro entradas do templo principal, as cenas esculpidas em sua parede externa e o caminho que percorremos desde a ponte de entrada até a parte mais central. Veremos como cada detalhe foi deliberadamente pensado para transmitir uma mensagem e como isso se aplica no nosso Trabalho interior.
Terminaremos o dia com um exercício prático relacionado a uma das histórias estudadas, com a meta de incorporar seu significado e preparar o terreno para o nosso segundo dia.
SEGUNDO DIA – AGITAÇÃO DO OCEANO LÁCTEO
No mito hindu da Agitação do oceano lácteo, os Devas (deuses) perdem seu vigor e os Asuras (antideuses) tornam-se mais fortes. Os devas procuram auxílio, e Vishnu os orienta a fazer uma aliança provisória com os asuras, a fim de agitarem o oceano de leite e obterem o amrita, o néctar da imortalidade. Para realizar tal tarefa, devas e asuras, forças opostas da ordem cósmica, precisam trabalhar juntos. Usam o monte Mandara como eixo e a serpente Vasuki como corda, puxando-a em direções contrárias.
Imagem: manuscrito Agitação do Oceano Lácteo, Rajastão, 1800
A ideia do mito se baseia em princípios da natureza. Assim como o leite é transformado em manteiga por meio do calor gerado pela batedura, a transformação interior do ser humano é obtida lutando contra nossos hábitos mecânicos. A ideia é que a transformação ocorre em razão de tais hábitos, e não apesar deles.
Ao final da sessão, vamos propor um exercício para irmos contra determinado hábito e, dessa forma, encarnarmos o mito hindu.
“Fusão, unidade interior, é obtida por meio de ‘fricção’, pela luta entre o ‘sim’ e o ‘não’ no homem. Se um homem vive sem luta interior, ele permanecerá tal como é. Mas, se uma luta começa nele, e especialmente se há uma linha definida nessa luta, então, gradualmente, traços permanentes começam a se formar nele, ele começa a ‘cristalizar-se’.”
Peça teatral da Antigo Novo Método, retratando mitos hindus
TERCEIRO DIA – A FUNDAÇÃO
Depois de agitarem o oceano leitoso por certo tempo, devas e asuras já exaustos, o Monte Mandara começa a submergir, dada a enorme pressão. Vishnu, então, assume a forma de uma tartaruga gigante e se posiciona abaixo do monte para sustentá-lo. Dessa forma, o esforço pode continuar, e, ao fim, o néctar da Imortalidade é obtido.
Esse mito simboliza a natureza dos nossos esforços interiores, os quais, sem uma fundação, também acabam desmoronando e não obtêm resultados. Precisamos de um terceiro elemento, a terceira força adequada para o momento, para que nosso esforço seja bem-sucedido.
Na mitologia hindu, o Deus Vishnu assume, em cada era, uma encarnação diferente, específica para lidar com o desafio que está ameaçando o equilíbrio cósmico.
Neste terceiro dia, veremos como tal princípio se relaciona com nossos esforços interiores e como podemos colocá-lo em prática.
“Nada de bom pode acontecer sem a ajuda divina; contudo, a ajuda divina e a graça são concedidas somente àqueles que se resolvem a agir.”
Pedro Damasceno



